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v e r v e 16
quando a escolarização se torna um dispositivo que ultrapassa a obediência e a instrução para fazer funcionar uma máquina de governo, é preciso voltar à atualidade de sébastien faure e as inquietações que ultrapassaram sua época.
é preciso mais do que coexistir nas diferenças anarquistas e ressaltar a importância das tecnologias de comunicação imagéticas desde o cinema, com as inovações estético-políticas anarquistas; a arte e a atenção do anarquista jean dubuffet; as peças do teatro anarquista do início do século passado e as experimentações atuais do nu-sol; a escrita literária e libertária; a importância de arquivistas como edgar rodrigues e pietro ferrua; as sutilezas de simone weill, a coragem de verdade de michel foucault.
heterotopias realizando nossas urgências sem retórica, solipsismo, tratado, ordenamento, encômio, proselitismo. não falamos em nome de e tampouco somos condutores de consciência. permanecemos livres e insurretos.
verve vive todos estes 8 anos, mostrando páginas anarquistas do passado e do presente em suas atualidades, por vezes imprecisas, aproximando e afirmando sua perspectiva, encontrando percursos, revirando o oito em infinito em pé. verve não se deixa apanhar por identidades, mantém seu vigor pela entrada libertária e com portas livres para saídas. verve expõe os riscos; não é fiel a doutrinas e propicia fugas: toda invenção do novo começa por uma fuga.
com verve 16 encerramos uma fase que nos impulsionou para o que já aflorou em nossas vidas e será mostrado a partir do próximo número. em verve 17 manteremos o formato, com novos intervalos; incorporaremos brevíssimas anotações; reduziremos suas páginas por escolha própria, combinando artigos consistentes, arquivos, resenhas, poesia, teatro e imagens com outras experimentações libertaria-mente.
verve é ingovernável.
SUMÁRIO
A criança
Sébastien Faure
A utopia radical possível: anotações para a construção de opções anarquistas para América Latina do século XXI
Nelson Méndes
Os arquivistas
C.I.R.A. Brasil [2ª parte]
Pietro Ferrua
A iniciativa da cooperativa
Cinéma du Peuple
Éric Jarry
A atualidade de Dubuffet: cultura asfixiante
Dorothea Voegeli Passetti
Guerra, libertarismo e relações internacionais
Thiago Rodrigues
Poder e resistências: movimentações da multidão — uma cartografia dos movimentos antiglobalização
Bruno Andreotti
Quem não tem governo nem nunca terá, Exu e o jeitinho brasileiro
Ivete Miranda Previtalli
Edgar Rodrigues (1921-2009)
Marcolino Jeremias, José Maria Carvalho Ferreira
Limiares da liberdade
Edson Passetti e Acácio Augusto
resenha
Teatro e anarquia
Gustavo Ramus
Cinema libertário
Maurício Freitas
Revolução e liberdade, porque Simone
Gustavo Simões
A primavera insolente de Michel Foucault
Edivaldo V. da Silva
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sébastien faure, nelson méndez, pietro ferrua, éric jarry, dorothea v. passetti, bruno andreotti, thiago rodrigues, ivete miranda previtalli, marcolino jeremias, josé maria de carvalho ferreira, edson passetti, acácio augusto, gustavo ramus, maurício freitas, gustavo simões, edivaldo v. da silva.314 .pp
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