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State agitati!
Agitem-se contra os despejos e a repressão.
Sim à liberdade.
Libertários de Turim atiçam a revolta. No dia 19 de dezembro de 2009, houve um protesto de rua contra o despejo feito pela polícia de duas ocupações recentes na cidade. Essa passeata evidenciou a erupção da resistência quase subterrânea contra uma onda que tem se agigantado com o recrudescimento da repressão policial, a criminalização de situações corriqueiras, o crescimento do fascismo e do racismo na Itália.
Diversas outras manifestações, festivais de cinema e música e festas de apoio às ocupações dos squatters turineses acontecem agora e nos próximos dias na cidade [Squatter é uma palavra inglesa que denomina os ocupantes de edifícios e terras sem registro legal, squat corresponde ao catalão okupa e é utilizado na Itália para denominar ocupações libertárias. Tais ações não visam solucionar conflitos envolvendo habitação e moradia popular, mas construir e consolidar espaços de convivência livre.]
Ocupações libertárias em Turim existem há mais de vinte anos, a convivência com os poderes do Estado tem sido conflituosa, às vezes são sumariamente expulsos, em outras situações conseguem se impor e obter aliados para sua permanência, como a casa ocupada El Paso, que exerce atividades políticas e culturais desde os anos 1980.
Atualmente, permanecem cinco edifícios ocupados que poderão ser atacados por violentas ações de despejo a qualquer momento, devido as recentes resoluções municipais para recuperar prédios públicos de crescente valor no mercado imobiliário.
Ao mesmo tempo, o edifício concedido pela Prefeitura, onde hoje funciona a Radio Black Out (uma estação contra a nação!), aliada dos squatters e suas lutas e atividades há 17 anos, recebeu o aviso de que será retomado em março de 2010. O local será entregue pelo prefeito à Associação Vodafone Itália e Fundação Umana Mente, para que junto com autoridades municipais implantem projetos de capacitação de jovens para “Ativar Recursos na Periferia” (título de um livro da Fundação).
O fascismo se expande. Cresce a repressão às práticas de uma sociabilidade diversa das relações de poder e submissão que imperam em todas outras esferas da sociedade, nas escolas, locais de trabalho, família, televisão, sedes de partido.
Busca-se eliminar espaços autogestionários, onde se discutem ações contra os centros de triagem de imigrantes, contra a militarização da sociedade; onde pessoas estão atentas à emergência de grupos fascistas sob a égide do Estado.
As ações policiais vão mais além de prisões e despejos, incluem ameaças aos sites libertários, cerceamento de informações e campanhas de desqualificação. Resistir se faz urgente!
State agitati!
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